sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cabo preso por morte de juíza no RJ relata plano de matar inspetor (Outubro)

Agente da Polícia Civil estaria investigando autos de resistência.
Segundo PM, tenente preso sugeriu matar juíza a ex-comandante.


O depoimento de um cabo da Polícia Militar revelou mais detalhes do assassinato da juíza Patrícia Acioli, no dia 11 de agosto. O policial, que está preso por envolvimento na morte da magistrada, decidiu colaborar com as investigações em troca da redução da pena.

No depoimento, o policial reforçou a participação do tenente-coronel Cláudio de Oliveira, ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo), preso suspeito de ser o mandante do crime. E também do tenente Daniel Benitez, também preso, acusado de executar Patrícia.

Segundo o cabo, tudo começou com um plano para matar um inspetor da Polícia Civil, que investigava autos de resistência, mortes em confronto em que policiais alegam legítima defesa. Ainda de acordo com o depoimento, o tenente Daniel Benitez teria optado por matar Patrícia Acioli, que analisava os processos dos policiais, e que o tenente acreditava que se matasse somente o inspetor, o trabalho da juíza continuaria.

Segundo o policial, o tenente contou para o coronel Cláudio de Oliveira que pretendia cometer o crime, e o coronel teria aconselhado o policial a fazer o serviço com mais um homem apenas, porque com mais de dois passaria a não ter segredo.


As revelações sobre o suposto envolvimento do ex-comandante de um batalhão no assassinato da juíza provocaram mudanças na estrutura da Polícia Militar. O novo comandante da PM do Rio, Erir Ribeiro da Costa Filho, trocou oficiais da cúpula da corporação poucas horas depois de tomar posse. Sete coronéis foram exonerados.
Milton Corrêa da Rocha, especialista em segurança pública, considerou acertada a renovação nas chefias da PM. “O recado está dado: probidade respeito ao cidadão, produtividade. Não se pode conviver mais com que veste farda e comete crime”, disse.

O soldado é o segundo policial suspeito de envolvimento no crime que decidiu colaborar com a polícia em troca do benefício da delação premiada, que pode garantir a ele redução de pena. Ao todo, 11 policiais já estão presos.

O depoimento durou quatro horas e terminou no começo da noite. O ex-comandante do batalhão está preso em Bangu 1 e afirma ser inocente.

Postado por: Aline Henriques

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